(re)descobertas

jul 26

Aos poucos adapto-me aos mesmos lugares;
aos poucos acostumo com a solitária letra,
aquela, que escorre entre os olhos.
Aos poucos redescubro-me fora de mim.
Pouco a pouco, bem devagar,
redescubro-me do lado de dentro,
no íntimo daquele mundo,
que rabisquei antes de partir.
As minhas asas?
Quebraram antes
que eu pudesse sair do casulo. (*)

Suzana Martins – 08/2016

Imagem: Pinterest

(*) fragmento editado em agosto de 2016, fragmento original foi escrito em 08/2011 e publicado no blog Nostra Dolce Vita (link).

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6 comments

  1. Muito bom, gosto como viaja nas poesias e constrói o pensamento. Parabéns

  2. Norma, muito obrigada!!

    Fico imensamente honrada com o teu comentário e, principalmente com o teu sentir. É tão bom quando a poesia toca o leitor, é gratificante demais!! Gratidão!!^^

    Eu gosto demais das tuas visitas, você não imagina o quanto fico feliz com os seus comentários!!!!

    Beijos!!!

  3. Nossa…me senti dentro desse poema. Muito eu! Tá lindo…

  4. Ahh Flor, fico muito feliz por isso!!
    É tão bom quando as palavras ultrapassam a tela e caminham lado a lado com o leitor. É combustível para escrever mais e mais!
    Muito obrigada pela visita e pelas palavras!!!
    Beijos, beijos, beijos!!^^

  5. Maria Manuela /

    Olá Suzana!
    há muito tempo que não tenho vindo a Entre Marés, viagens me levaram a sair de Portugal, hoje nesta linda praia do Alarve (Manta Rota),voltei para ler suas palavras que tanto gosto. Felicidades e continue,bijs

  6. Ahhh querida Manuela, muito obrigada pelo seu carinho. Obrigada pelo seu abraço em palavras, um carinho encantador. Beijos e fique sempre a vontade para navegar por aqui.

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