Convidada: Dulce Morais

dez 26

Convidada: Dulce Morais

 ‘Nossas Marés’ – é a porta aberta para receber poet’amigos e seus sentimentos rabiscando versos. Sexta-feira é dia de deixar o tempo de lado e simplesmente versar, contar, cronicar e cantar. Hoje, encantando letras, a escritora Dulce Morais Canções em línguas estranhas Há em mim uma menina Que corre pelos trigais em flor De mão dada com as nuvens, Que canta sem perceber as palavras Canções em línguas estranhas. Resta dentro de mim Uma infância errante Guiada pela tua mão segura Aos confins do mundo a descobrir. Há em ti uma mulher Ferida pela vida Mas sempre feliz. Que sabe ver a alegria Em cada flor, em cada olhar. As rugas no teu rosto Não apagaram os olhos risonhos, Não esconderam o sorriso meigo, Nem a doçura da mão Que ainda aperta a minha. Muitos cruzaram as nossas vidas, Alguns a deixaram, Outros só passaram, Poucos ficaram. Mas o que resta depois de tantos anos És tu. Sou eu. É a cumplicidade que nos une. As mágoas saradas em conjunto. As felicidades vividas a teu lado. Abre ainda o teu coração À vida que foge lentamente. Ouve mais uma canção, Canta as palavras delicadamente. Segura ainda a mão Que te ofereço ternamente. Dulce Morais   Um pouco de  Dulce Morais Leitora. Escritora. Encantadora de letras. Arrumadora de versos. Passos da Dulce: Blog Pessoal: Crazy 40 Blog (link) Colaboradoras nos blogues: Menino Sem Juízo em Versos by Mena (link) Pense fora da caixa (link) Tubo de Ensaio...

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Convidada: @Iatamyra

dez 19

Convidada: @Iatamyra

‘Nossas Marés’ – é a porta aberta para receber poet’amigos e seus sentimentos rabiscando versos. Sexta-feira é dia de deixar o tempo de lado e simplesmente versar, contar, cronicar e cantar. Ela exala o perfume da açucena, a flor do sertão. Menina potiguar, da terra do escritor Luís da Câmara Cascudo. Escreve e recita versos com a facilidade de quem caminha até a padaria para comprar pão. Brinca com palavras e imagens. Encanta sons e ventos. Recita versos e prosa. Vive entre areia e sal, mar e sertão. E em mais uma parceria Vidráguas – EntreMarés; ancora nesse porto a poeta: Iatamyra Rocha. Seja bem-vinda!! Colher de Lira Procura-se um verso torto Daqueles que prendem o vento Assoviam no telhado morto Acordando pausas no tempo. É indizível no seu movimento Só suas hastes o professam Rezam as flores do firmamento Enquanto se confessam. Ele é ato de rebeldia Soco no estomago, carma Alma entre pontos da poesia Louco no canto que desarma. Fluente no algo á mais Ardente nas porosidades Vaidade que não se desfaz Ciente de toda animosidade. Procuro esse fôlego Nem mesmo sei por quê Impulso um tanto sôfrego Ou apenas desejo de prazer. – Iatamyra Rocha ……………………………………………. Musicalidades Hoje sinto nos passos Um campo suave nos dedos Correm seus macios compassos Sonhando arvoredos. Bebem seus poemas Nas texturas das suas folhas Sobem vento teoremas No verso das escolhas. Profundo sentir Apesar de todo tempo A flor sempre há de abrir. Dessas linhas que vivi Contemplo todo olhar Que não morri. – Iatamyra Rocha ………………………………………………….. Primordial romântico Canto na flor poesia Minha garganta lucy Que do ar se alimentaria Conclui-se. Ponteiros nos arcos Do champs-Élysées Bueiros sete palmos Grand jeté. E toda loucura pausa Transpasso o peito Trejeito clausura. Medito a dor Intermédio os átrios Do meu puro amor. – Iatamyra Rocha   Iatamyra por Iatamyra Rocha “Minha filosofia de vida está em viver em eterno aprendizado, observadora das coisas indizíveis”. Menina que é um pouco de cada coisa. É meio raiz, estrada e poeira. É poesia! Conheça mais um pouquinho mais dos caminhos da Iatamyra Rocha: Efêmero – (link) Palavras ao Vento – (link) Prisma –...

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Convidada: Isadora Paiva

dez 12

Convidada: Isadora Paiva

‘Nossas Marés’ – é a porta aberta para receber poet’amigos e seus sentimentos rabiscando versos. Sexta-feira é dia de deixar o tempo de lado e simplesmente versar, contar, cronicar e cantar. Hoje mais uma parceria Vidráguas – EntreMarés; ancora nesse porto a escritora Isadora Paiva Espinosa! Seja bem-vinda!! Carinho para a alma Carinho é uma conversa Em qualquer hora do dia Em qualquer lugar É um abraço recebido de surpresa Uma mensagem inesperada Um presente pequeno em sua matéria Mas cheio de boas intenções e amor O carinho está em uma flor Um conselho recebido de alguém Vindo de alguém que nos quer bem Todos nós gostamos de um carinho, um afago Trago nestes versos Humildemente Uma pequena porção de carinho. Isadora Paiva Espinosa   Isadora por Isadora Paiva Amo leituras, poesias é uma paixão recente em minha vida. Adoro a literatura brasileira e infantil. Estou sempre revendo conceitos, considero fundamental em uma formação docente verdadeira. Trago meus sentimentos em versos, pois a poesia me completa.  Conheça: Sentimentos em Versos (link) página poética da Isadora Paiva.  Blog: Nós, Poéticos e Literários (link) Isadora é uma das autoras e...

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Convidada: Ana Andrade

dez 05

Convidada: Ana Andrade

Na imensidão do mar navegam poesias sem fronteiras. Quando o verso pulsa no papel esquecemos todas as lonjuras e, o escrever é apenas um detalhe em mar aberto… Hoje, numa parceria Vidráguas–Entre Marés, quem navega por essas águas é a Ana Andrade. Moça de versos fáceis que mora além-mar, mas, sentimos o pulsar dos seus versos em qualquer lugar! Seja bem-vinda Ana! POEMA Nas horas vazias invento carícias abraço poesias Do que resta de mim o aconchego das palavras não arrefece a dor Na alma que se confunde tombam as vírgulas, sobram os espaços… Na penumbra do tempo sou um poema inacabado… Ana Andrade ~~~~~~~~~ LAMENTO No luar onde resvalo gasta-se o silêncio em esperas inúteis e nos gestos que não ouso meu corpo se rende… Se de uma quimera me perco no desejo permaneço e na urgência com que te quero nunca é o momento Ana Andrade Ana por Ana Andrade: Sou uma mulher madura Que às vezes anda de balanço Sou uma criança insegura Que às vezes usa salto alto Sou uma mulher que balança Sou uma criança que...

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Navegando com a Moça do Sonho

nov 21

Navegando com a Moça do Sonho

A única coisa que eu tenho para dizer nesta sexta-feira é: SONHO! Ela é a minha Clarice Lispector, moça que escreve na leveza do existir e a dona da mais aguda sentimentalidade. Hoje, navega por aqui, a querida Moça do Sonho: Dulce Miller. Amplitude das certezas que tem nada, amplo vazio tudo, completo total permanece feito pássaro dentro quando quer voa quando precisa volta e nos espaços vagos sem presságios de permanência, fica como deve ser, o amor. | Dulce Miller | Um pouco da Moça dos Sonhos Dulce Miller, escritora da alma, moça sonhadora, mãe, menina, mulher, batalhadora… A fada da palavras, aquela que se embriaga com seus versos, bebendo os sonhos que a mantém viva. Esquece as tempestades arrasadoras, adormece, sonha e encontra um Norte, o seu porto seguro. “Às vezes eu escrevo como quem vomita as palavras, pode não ser uma expressão muito bonita, mas é assim mesmo que acontece. Pode vir de um simples pensamento, de algo que aconteceu ou que eu senti. Não sei explicar direito, mas a sensação é muito boa depois desse tipo de vômito.” (Du) Leia o blog: A moça do sonho...

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Convidada: @carmenrdias

nov 14

Convidada: @carmenrdias

Sexta-feira dia de ‘Nossas Marés’. Dia de arrumar a casa e receber os amigos. Dia de ancorar o barco, sentar na areia, ler poesias, recitar versos e deixar a música absorver o dia. Maresia! Hoje o  blog Entre Marés tem a honra de receber a poeta Carmen Regina Dias a autora do blog Divã (link). Seja muito bem-vinda Carmen!! E o amor, que é imortal, renasce. O amor é um tambor pequenino, brinquedo de menino, esse deus que me olha sereno de dentro dos meus sonhos e me sorri, porque tudo é sonho e nada é para sempre. Ele é o estado de graça que faz as deusas serem belas, ele é o aroma que as faz perfumadas e meigas. Ele povoa os seus pensamentos, seus sentimentos e sensações com poesias que só às deusas são ofertadas. Ele as atrai como o mel atrai as abelhas, ele fascina suas almas de meninas e as leva para brincar aos pés daquele riacho que nasce na fonte do seu coração e corre sem fim dentro de tudo que existe. O amor nunca morre e, no entanto, renasce todos os dias no mesmo instante em que o sol irrompe, os pássaros se põem a cantar e as fadinhas se levantam para dançar sobre as gotas de orvalho das manhãs. Quando a alma desponta no horizonte do poeta, ele é o dourado que a tudo permeia, é a melodia tocando suave a natureza das coisas. O amor renasce toda vez que o poeta abre as asas e suas mãos se põem a extrair poesia macia das pedras mais duras, transformando-as em bolhas cintilantes só para circundarem os corpos das deusas quando o inspira a poesia. Das ondinas, essas ondas do a mar, pequeninas, ele fez um xale e colocou em seus ombros só para vê-las chorar quando o tambor pára de tocar, e o poeta adormece, e a poesia hiberna, e a primavera desaparece. E então o menino deus poeta volta a tocar. E o amor ressurge das chuvas. E renascem as deusas, as flores, os aromass, as estrelas do céu, a alma da natureza renasce e a poesia diz o primeiro verso de amor na boca do poeta. Carmen Regina Dias A autora pelo olhar da poeta...

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