Entrega II

dez 19

Entrega II

Completamente nua, Entrego-me a ti. Inteira e sem enfeites. Sem máscaras e amarras, Nua de mim… Aceitas-me? Entrego-me aqui, sob a lua, Despida de todo e qualquer Sentimento mórbido. Entrego-me a ti, completamente, Livre de mim… Entrego-me Sem pudor! Entrego-me Com desejos escorrendo Entre os dedos, Com os lábios sedentos de desejos… Rendo-me a ti, Entrega-se a mim. Suzana Martins 12/2015 *imagem:...

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Último gole

nov 04

Último gole

Um último gole é o que peço! Um gole deste teu corpo que ainda está em mim… Um último gole e só! Preciso degustar cada parte e ti Antes que meu desejo vire pó, Antes que o copo fique vazio, Antes que o líquido evapore… Um último gole e só É o que peço! Imploro, com o copo vazio, pelo último sabor do teu beijo, pelo último toque de desejo… Suplico, tal qual vontade rasgando o querer, pelo último gole de ti. Imploro, sem receios, pelo última gota E depois, antes de partir, mata-me a mim! Suzana Martins –...

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Teu corpo: pedaços inteiros em mim…

out 01

Teu corpo: pedaços inteiros em mim…

Teu corpo: volúpia e sedução. Meu corpo: desejos secretos de ti… Teus beijos, teus seios, tua pele. Poros exalando vontades explícitas em mim… Teu calor absorve minhas entranhas, num silêncio quase profano num orgasmo além do sentir. Teu corpo, Meu corpo, Tua pele, Minha derme, Teus olhos, Tua boca, desejos molhados em mim… Suzana Martins...

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Eu sou do tempo…

jul 05

Eu sou do tempo…

Eu sou do tempo que – achei que nunca começaria um texto com esta frase – mas, eu sou do tempo em que as amizades eram extremamente valiosas. De um tempo em que os abraços e sorrisos eram tão frequentes quanto uma xícara de café ao acordar. Os dias podiam até parecer longos, mas, o tempo era irrisório aos ponteiros quando encontrávamos um amigo, que não víamos há dois dias, caminhando despretensiosamente pela rua. Ou então, quando a saudade batia, ficávamos horas a fio pendurados ao telefone contando todas as novidades que ele havia perdido. E o melhor, no meio daquele “converse” todo, sempre marcávamos um encontro no dia seguinte – ou até mesmo no final do dia – para atualizar todas as informações. Eu sou de uma época em que as redes sociais não dominavam os nossos compromissos, e, nem preenchiam as nossas vidas com curtidas e compartilhamentos. O botão curtir era um sorriso largo presenteado depois de horas e horas de conversas. O compartilhar? Era aquele abraço apertado, tipo “abraço de urso”, sabe?… Eram abraços que cabiam nos braços e preenchiam os corações de amigos que se reencontravam casualmente, enquanto caminhava até a padaria. Hoje, parece que estes gestos ficaram perdidos em algum lugar do passado; eu sei que ainda há muitos encontros, sorrisos e abraços… mas, as novas tecnologias embriagaram os nossos ponteiros deixando escassos alguns desses momentos. As redes sociais são maravilhosas sim! Não estou dizendo ao contrário. Não me interprete mal. Pois nesse mundo virtual encontramos pessoas do tempo da escola, da faculdade e pessoas que ficaram perdidas em nosso passado que a vida incumbiu de levar para os seus mundos. E é aqui, no virtual, que conhecemos tantos outros que, nem imaginávamos fazer parte do nosso grupo de amigos. Mas, o que eu estou falando é que sinto falta da espontaneidade do encontro. Esquecemos algo dentro da gaveta que precisamos resgatar. Porque algumas pessoas – algumas pessoas, ok? – moram dentro das redes sociais e não saem de lá para nada, nem para um café no final da tarde. E o curioso de tudo isso é que alguns te chamam pelo chat e escreve três palavras: “estou com saudades”… Será?! Quando estamos verdadeiramente...

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Jamais… Nunca mais!!

jun 22

Jamais… Nunca mais!!

Jamais lamentarei pelo verso esquecido, pelo beijo roubado, Pelo amor revelado. Jamais rasgarei outra carta de amor nem escrevei outro verso cheio de flor quando os meus momentos revelarem a dor! Jamais esquecerei o tudo daquele velho mundo que um dia reinventei. Jamais! Nunca mais… Logo eu que, em minha dualidade, sempre achei que a intensidade fosse um revelar de promessas sem cumprir! Nunca mais escreverei versos que não revelem o sentir… Nunca mais lamentarei um poema que um dia esqueci! Nunca mais escreverei qualquer letra que não seja intensa a ponto de ouvir passos… Nunca mais… Jamais… Jamais: esse tempo verbal cheio de sem fim… [Suzana Martins...

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10º BookCrossing Blogueiro

abr 21

10º BookCrossing Blogueiro

Todos sabem que eu simplesmente AMO participar do BookCrossing Blogueiro (mais: clique aqui). Acho que é uma experiência fantástica e super agradável. E a minha participação aconteceu na última sexta-feira (17/03), porém não tive tempo de fazer meu post. Mas, hoje: estamos aqui!! Lu, desculpa o atraso… Para quem não sabe: “O BookCrossing Blogueiro foi inspirado no BookCrossing – um movimento que acontece fora do mundo virtual – e nada mais é do que o ato de “libertar” um livro com a finalidade de difundir o hábito da leitura. E nós que adoramos ler, sabemos que um livro fechado na estante tem o mesmo valor de páginas em branco. Para valer, ele precisa ser usado e apreciado! Vamos compartilhar esse livro que você já leu e que não pretende reler?” Fonte: Página do Evento Em dez edições de BookCrossing Blogueiro, esta foi a mais fácil para escolher o lugar onde deixaria os livros e qual história eu iria espalhar. Os exemplares que eu escolhi para espalhar histórias foi o da Nora Roberts (Nudez Mortal, Diamantes do Sol e Dançando no Ar). Eles estavam enclausurados há dois anos em minha estante. E pensei: “por que não libertá-los?” Tenho certeza que alguém vai amar essas histórias! Quando você tem um livro que já leu e não irá passar mais os seus olhos por ali, por que deixá-lo preso? Histórias precisam de asas e novos olhares. Quanto ao lugar pensei: “vou deixa-los na praça de alimentação da universidade”. Sim, voltei para a universidade!!!! Mas, isso é uma história para contar depois, o foco agora é o BookCrossing!! =) Na sexta-feira, entre sorrisos e alguns cafés, esqueci Nora Roberts na praça de alimentação da Anhanguera-Unian/ABC. Desta vez não fiquei para ver quem resgataria aqueles livros, estava atrasada para a minha aula. Em cada um dos livros um bilhete de “esquecimento” e no rosto um sorriso de felicidade! Cada participação é diferente, mas a sensação de espalhar leituras é mais incrível possível. As sensações podem variar de acordo com o tempo… (rs). Se você ainda não libertou um livro da clausura da estante ainda dá tempo, pois o BookCrossing Blogueiro termina dia 23/04. Participe e sinta as emoções desta blogagem! Gostou?! Quer participar? Dicas:...

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Quinta-na quinta

abr 16

Quinta-na quinta

Senhor Mário eu bem que tentei, mas não consegui fingir… Não me julgue! Quinta-na chuva. Eu bem que tentei… Responde Mário, isso é fingir? Quintana a vida incomodou… – “tudo aquilo teria mesmo tanta importância?”* Não! Eu confesso Mário: Quinta-na rua Apertei o passo, perdi a feira, esqueci o compasso… Suspirei. Chorei. Surtei. Morri com as minhas inquietações… Responde Mário, isso é fingir? *RECEITA “No dia em que estiveres muito cheio de incomodações, imagina que morreste anteontem… Confessa: tudo aquilo teria mesmo tanta importância?” Mario Quintana in “Porta Giratória” Poesia Completa, p.832 Poema escrito para a ‘conVersa poética’, com Mário Quintana, no grupo...

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