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pequenas palavras…
"gesto antigo
gostar de você
parecer comigo"
Alice Ruiz, livro Desorientais
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Uma jovem de 459 anos!
São Paulo. Terra da garoa. Tempestades de solidão. Pauliceia desvairada. Estou aqui brincando com as letras tentando escrever versos sobre essa cidade que é tão acolhedora e segura de si. A verdade é que nada vem entre os dedos, ou melhor, vem e depois volta para qualquer lugar onde não sei. Repito sempre as mesmas palavras e tudo o que ...
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Poesia Inversa
[caption id="attachment_3221" align="aligncenter" width="640" caption="Imagem: arquivo pessoal"]
[/caption]
Olhar fotografado no Museu da Língua Portuguesa, 3ª Andar, "Praça da Língua: espécie de “planetário da Língua”, composto por imagens projetadas e áudio. Uma antologia da literatura criada em Língua Portuguesa, com curadoria de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski".
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@dulazaro e @suzannamartins
RECONSTRUÇÃO
(Edu Lázaro e Suzana Martins)
Em paralelo à relatividade,
tua presença espiritual,
física ou vice-versa...
Acomodo-me
entre um aroma e outro.
Apenas entrego-me dentro de ti...
Durmo no turno da distância:
hora sou vagão do passado,
outras, tempestade de areia.
Deleite açucarado, quente
sensação nos entremeia.
Apenas entrego-me dentro de ti...
[caption id="attachment_3174" align="aligncenter" width="500" caption="imagem: weheartit"][/caption]
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#4 O que escrevi no diário
O que eu escrevi foram sentimentos em forma de poesia, de versos, de cartas e de interioridades que escorrem pela minha derme. O que eu tentei escrever foram rasuras secretas e expostas de mim. Digitei apenas meias verdades, falas inteiras e tantas outras coisas que fui adaptando ao longo das estações. Houve dias em que perdi as estribeiras, outras, fui ...
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Desassossego
Enquanto as horas brincam comigo, enquanto as pessoas passam apressadas à minha frente eu sigo lendo Fernando Pessoa, ou melhor, Bernardo Soares. Infelizmente, ainda não consegui tempo para encontrar alguns amigos, nem estou com tempo de parar o tempo desse mundo adulto que corre a minha volta, mas, enquanto não consigo mexer em meus ponteiros, a cada estação eu leio ...
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Quintana
[caption id="attachment_2879" align="aligncenter" width="500" caption="Imagem: weheartit"][/caption]
Um poema como um gole dágua bebido no escuro.
Como um pobre animal palpitando ferido.
Como pequenina moeda de prata perdida para sempre na floresta noturna.
Um poema sem outra angústia que a sua misteriosa condição de poema.
Triste.
Solitário.
Único.
Ferido de mortal beleza”.
. Mário Quintana
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As poesias: Colcha de retalhos II
De todas as letras, as mais belas são aquelas que transformam a alma – se é que podemos adjetivar palavras que são sentimentos – mas a bem da verdade, é que versos se formam durante temporais vazios e letras concretas. Poemas são pequenas metáforas que alimentam as entrelinhas de uma vida inteira e reinventa todo o existir...
"Chego ao seu lado ...
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As poesias: Colcha de retalhos I
"A diferença entre um poeta e um louco é que o
poeta sabe que é louco...
Porque a poesia é uma loucura lúcida."
[Mario Quintana]
A poesia mescla sentimentos que, disfarçados de versos, absorvem a alma num parafrasear sem fim... Poetas são loucos que rasgam sentimentalidades dissimuladas no prazer de compor pequenas letras. A vida, essa que mascara algumas entrelinhas, rasga-se em sonetos que ...
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#letras365 – Certas Coisas
"Não me peças que cante,
pois ando longe,
pois ando agora
muito esquecida.
Vou mirando no bosque
o arroio claro
e a provisória
flor escondida."
(Cecília Meireles)
Cecília Meireles desperta em mim as melhores sensações que existem...
Entre as horas que correm apressadas num dia de sol, finjo ser outono nessas palavras que respiram maresia e imitam uma brisa serena retardando as horas que ...
Para você, minha irmãzinha...
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Esquecimento
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Esquecimento
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