Amor. Fascínio. Desejos que devoram, vontades que alucinam. Lascívias. Paixões que alastram, que encharcam… Luxúria! É o toque das vontades é a fome do meu querer em ti. Libido! Quero voar sobre o teu corpo hospedar em tuas lacunas. Quero ser hóspede dentro de ti. O manto da noite, no
Autor: Suzana Martins
Espalham-se asas pelo céu, pelos mares, por todos os lugares. Asas de anjos, se é que eles existem, asas de pássaros que brincam de voar na imensidão, asas de uma menina que não entende a solidão. Há asas por todos os lados asas que brincam asas que pintam asas que
Depois de alguns longos meses fora do ar, transpor turbulentas tempestades e invernos os quais o tempo passou distante: reapresento a página Nossas Marés. Com ela, volta a ancorar neste cais poet’amigos que, compartilharão versos e sentimentos. Os tripulantes mais antigos já conhecem, mas para aqueles que estão chegando agora,
“Minhas desequilibradas palavras são o luxo do meu silêncio.” (Clarice Lispector) Até onde meus olhos alcançam o infinito tudo fica pequeno para abraçar-me e despir em vontades. É um pouquinho de cada coisa que se encontra dentro de mim e um tanto da liberdade que me enlaça. Olhar em direções opostas é
Nos beijos: desejos. No corpo: o calor que seduz que atiça, que devora… Corpos que entrelaçados transpiram em vontades. Arrepios em línguas deslizando pelo corpo, que não se contém Vontades sedentas de um único líquido: desejo, apenas desejo… Suzana Martins, in Folhas Avulsas
O tempo não se limita apenas a ser tempo: ele conserva vestígios de toda a existência, seja ela casual ou providencial. Por mais que o tempo se propague em existências não acumulativas, as memórias estão aí para aumentar, diminuir e explicar momentos que talvez nem precisem de palavras explícitas. Nessas








