De tanto olhar para longe, não vejo o que passa perto, meu peito é puro deserto. Subo monte, desço monte. Eu ando sozinha ao longo da noite. Mas a estrela é minha. [Cecília Meireles] Eu gosto dos meus silêncios barulhentos: a música brincando de letras, o vento imitando notas e
Entre MarÉs
O que eu deixei para trás foi apenas a figura das ondas que quebram na praia. O mar, esse desenho de cores múltiplas, está sempre em mim, mesmo que nas entrelinhas. Suzana Martins 07/2014
Na leveza do toque abri páginas, rasurei versos e toquei canções num violão esquecido pelo tempo. Na ânsia pela inspiração dos dias passados, entre tantas palavras perdidas, encontrei algumas linhas escritas num papel antigo. Letras soltas, outras apagadas, algumas cheias de laços, fitas e emaranhados nós que margeavam uma realidade
“Quero ir-me embora pra estrela Que vi luzindo no céu Na várzea do setestrelo. Sairei de casa à tarde Na hora crepuscular Em minha rua deserta Nem uma janela aberta Ninguém para me espiar De vivo verei apenas Duas mulheres serenas Me acenando devagar. No oco raio estelar Libertado serei.
Teus olhos são meus livros. Que livro há aí melhor, Em que melhor se leia A página do amor? Flores me são teus lábios. Onde há mais bela flor, Em que melhor se beba O bálsamo do amor? [Machado de Assis] Nos dias 16 a 23 de Abril teremos mais
Dia de domingo manhã de ventos cheiro de chuva sol entre nuvens. Outono adiantado, ou atrasado, não dá para contar. O tempo lá fora revela estranhezas As flores no jardim desmascaram primaveras perfumando todas as saudades. As chuvas, chegaram no final, rasgando as tardes. Gota a gota, num lamento nostálgico,








