Há invernos com sintomas de outono adentrando as janelas da alma… O inverno adentrou as janelas que estavam abertas e aninhou-se junto aos aromas que moravam no cais. Alguns perfumes cítricos, outros adocicados e alguns que, aos poucos, iam sendo desvendados. Na janela, fora de sua rotina, alguém a observar
Entre MarÉs
Eu não fabrico letras, posso até inventar poemas, mas não construo versos perfeitos no interior das flores. No imitar dos dias algumas palavras sobrevoam um imaginário real de devaneios, que talvez sejam perfeitos, mas num encontro com o papel elas destacam-se em outro universo paralelo cansando os meus sentimentos e
“Eu não dei por esta mudança, tão simples, tão certa, tão fácil: – Em que espelho ficou perdida a minha face?” (Cecília Meireles) Amanheceu entre os outonos da sacada do meu quarto e o aroma era de brisa suave que transbordava sentimentalidades. Amanheceu um céu com nuvens diferentes imitando cores
É que as vezes fica difícil abraçar tanta poesia… mas a sensibilidade dos versos está em cada novo amanhecer. Pode acender o dia, sem apagar as velas… Este artigo pertence ao blog “Entre Marés”. Plágio é crime e está previsto no artigo 184 do Código Penal.
“Pergunto-te onde se acha a minha vida. Em que dia fui eu. Que hora existiu formada de uma verdade minha bem possuída Vão-se as minhas perguntas aos depósitos do nada. E a quem é que pergunto? Em quem penso, iludida por esperanças hereditárias? E de cada pergunta minha vai nascendo
De algumas Inscrições, outras tantas palavras escritas na poesia do viver. De algumas Inscrições, os versos que sobrevoam em mim de mares distantes e de saudades que parecem acumular a cada letra. As Inscrições em poesias transformam os olhos e encontram a alma de quem, com sentimentalidade, absorve versos do



