Último raio de sol / primeiro da lua / outono nascendo… (Alice Ruiz) Já é outono na minha rua… Na ponta dos dedos, trago a erosão dos versos que se arrastam com o vento, trazendo até mim fotografias e trechos de um outono sentimental. Folhas caídas que enfeitam as ruas
Entre MarÉs
Sonhadora que sou, estou além, mas não vou à frente de todas as palavras que se modificam na ponta dos verbos. Cansada de tantas figuras repetidas, transfiguro a realidade em minha cabeça, crio minhas próprias ilusões, invento modelos e imagino a realidade do jeito que eu queria que ela fosse.
No meio de todas as palavras sempre há um caminho onde versos buscam a fonte poética de todas as vozes. Benditas Palavras Bem Ditas, que foram lidas no meio desse vasto caminho de letras, leitores, poetas e apreciadores de versos escritos em sentimentos sonoros. Palavras que pulsam no peito de
Quero escrever no avesso da folha a palavra incorreta, o verso derramado o sentir errado sem ter medo do que é revelado. Quero revirar-me ao avesso, sem verso ou reverso no inverso do meu universo em mim. Quero dizer o som mudo, o poema calado, o pulsar que ficou guardado
Sinto o cheiro da chuva nas manhãs em que o mar e o sol me acordam. Num pequeno vilarejo o verão ainda anuncia suas tempestades bordando nuvens na linha do horizonte. Enquanto isso, eu leio os avisos de Outono deixados na soleira da porta, junto com ao jornal, trazido pelas
Não sei sobre olhares, nem palavras, sei apenas que tenho asas e quero voar! Os olhares que investigam a paisagem são olhos curiosos que desvendam o mistério dos grandes sonhos contados ou até mesmo imagináveis. A vida é esta descoberta que alivia, acalma e identifica os sonhos, o imaginário de



