Por Lunna Guedes A manhã estava florescendo pela cidade quando Rayssa com seus olhos cor de madrugada adentrou a cozinha onde encontrou Anne e sua bagunça matinal: bandeja, jarro com suco, torradas, queijo, geléia. Tudo aquilo era mais uma tentativa de agradar Alexandra que ainda estava dormindo e na certa
Entre MarÉs
O grito de uma ave não será capaz de adivinhar a minha partida para outros locais… Nem as suas asas serão capazes de me acompanhar na imensidão desse céu. Despeço-me dos campos floridos, das nuvens brincando de formas e das horas que instantes não esgotam… Levanto voo, subo entre céus
Por Lunna Guedes A noite caminhava na lentidão dos passos de Alexandra que saltou do ônibus um ponto antes propositalmente. Ela queria sentir o vento que transitava pelos quarteirões. Ouvir vozes estranhas. Mas acima de tudo, queria tentar não pensar naqueles últimos acontecimentos. Estava chateada. O rosto nu, maduro, sensível
Perdeu! Não há mais caminhos traçados por ali, não há mais saídas. Você perdeu! É assim que eu te vejo: estás contra todos que estiveram ao seu lado. Cegos, confiamos palavras a ti. Você derrubou todos aqueles que nunca te deixou cair, aqueles em quem confiavam e que confiaram em
Salve, salve que hoje é dia de receber o meu tão amigo Arrumador de Palavras! Tese a ela Muitas vezes somos apenas reflexos das nossas e de outras sombras, então dançamos, seguimos imos… Muitas vezes não nos damos conta que o alcance das mãos vai além do que podemos alcançar,
“Sou de uma geração de mulheres mal comportadas! Com pouca vocação para alegrias tímidas, quiçá soluços ou dissabores.” (RosaMaria Roma – escrito aqui) Sou da geração mulheres de asas. Mulheres que não se comportam “dentro” nem fora das regras estabelecidas. Mulher que grita, que chora, que versa. Mulher que briga,



