Convidada: @carmenrdias

nov 14

Convidada: @carmenrdias

Sexta-feira dia de ‘Nossas Marés’. Dia de arrumar a casa e receber os amigos. Dia de ancorar o barco, sentar na areia, ler poesias, recitar versos e deixar a música absorver o dia. Maresia! Hoje o  blog Entre Marés tem a honra de receber a poeta Carmen Regina Dias a autora do blog Divã (link). Seja muito bem-vinda Carmen!! E o amor, que é imortal, renasce. O amor é um tambor pequenino, brinquedo de menino, esse deus que me olha sereno de dentro dos meus sonhos e me sorri, porque tudo é sonho e nada é para sempre. Ele é o estado de graça que faz as deusas serem belas, ele é o aroma que as faz perfumadas e meigas. Ele povoa os seus pensamentos, seus sentimentos e sensações com poesias que só às deusas são ofertadas. Ele as atrai como o mel atrai as abelhas, ele fascina suas almas de meninas e as leva para brincar aos pés daquele riacho que nasce na fonte do seu coração e corre sem fim dentro de tudo que existe. O amor nunca morre e, no entanto, renasce todos os dias no mesmo instante em que o sol irrompe, os pássaros se põem a cantar e as fadinhas se levantam para dançar sobre as gotas de orvalho das manhãs. Quando a alma desponta no horizonte do poeta, ele é o dourado que a tudo permeia, é a melodia tocando suave a natureza das coisas. O amor renasce toda vez que o poeta abre as asas e suas mãos se põem a extrair poesia macia das pedras mais duras, transformando-as em bolhas cintilantes só para circundarem os corpos das deusas quando o inspira a poesia. Das ondinas, essas ondas do a mar, pequeninas, ele fez um xale e colocou em seus ombros só para vê-las chorar quando o tambor pára de tocar, e o poeta adormece, e a poesia hiberna, e a primavera desaparece. E então o menino deus poeta volta a tocar. E o amor ressurge das chuvas. E renascem as deusas, as flores, os aromass, as estrelas do céu, a alma da natureza renasce e a poesia diz o primeiro verso de amor na boca do poeta. Carmen Regina Dias A autora pelo olhar da poeta...

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Esquecendo livros

nov 10

Esquecendo livros

E ai, vamos esquecer um livro? “Então vamos a ideia: o BookCrossing Blogueiro começou no dia 08/11 e termina em 16/11. É assim: convidamos os amigos a separarem um bom livro e  esquecerem em algum lugar público. Ônibus, metrô, banco de praça, qualquer lugar vale. Dentro do livro deve conter um bilhete informando que aquele livro foi esquecido naquele lugar de propósito. E, quem o encontrar deve ler e depois passar o livro adiante, ou seja, após lê-lo fazer o mesmo e esquecê-lo em um lugar público e assim dar a oportunidade de que outra pessoa leia.” Para essa blogagem eu separei dois livros: Cecília de bolso – antologia poética da Cecília Meireles e Uma biografia de Carmen Miranda por Ruy Castro. Escolhi dois lugares para deixar os livros: a praça da Biblioteca Machado de Assis e o muro de uma casa. Hoje, por aqui, o dia amanheceu ensolarado. Uma segunda-feira sem qualquer detalhe de chuva, apenas deliciosos ventos primaveris. Gosto dos dias claros para esquecer, assim, não corro o risco dos livros serem molhados – mesmo que o local escolhido seja protegido. Vai saber, né?! Enfim, nunca sabemos quando a goteira vai pingar! (rs). Local 1: Praça João Olímpio Bassani – conhecida também como Praça da Biblioteca Livro: Cecília de Bolso – antologia poética de Cecília Meireles Que procuras? Tudo. Que desejas? Nada. Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão. A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação… Talvez eu morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto onde estarão? Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. (Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra…) Quero solidão. Cecilia Meirelles Deixei o livro entre as plantas do coreto, próximo ao banco da praça. Quem sentar e/ou passar por ali vai encontrar um “livro perdido” pronto para ser lido. Dentro do livro o bilhete dizia mais ou menos assim: Não! Esse livro não está perdido. Ele é um aventureiro, saiu da clausura da estante para conhecer novos leitores… Leve-me com você. Leia-me e liberte-me novamente! Não esqueça: sou um livro aventureiro, preciso de novos olhares. Não me deixe numa estante. Sou livre! Esse livro...

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Cecília Meireles – 113º Aniversário

nov 07

Cecília Meireles – 113º Aniversário

“Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda…” (Romanceiro da Inconfidência – Cecília Meireles) Uma mulher que tinha poesia na alma, suavidade no olhar, leveza nas palavras… E foi assim que conseguiu encantar a todos com seus versos intimistas e espiritualistas, um intimismo feminino que se revela na delicadeza de suas imagens poéticas, um estilo extremamente pessoal que não se enquadra em nenhuma escola literária. Cecília, simplesmente, respirava e transmitia poesia. E ela contou um pouco de si: “Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos. Essas e outras mortes ocorridas na família acarretaram muitos contratempos materiais, mas, ao mesmo tempo, me deram, desde pequenina, uma tal intimidade com a Morte que docemente aprendi essas relações entre o Efêmero e o Eterno. (…) Em toda a vida, nunca me esforcei por ganhar nem me espantei por perder. A noção ou o sentimento da transitoriedade de tudo é o fundamento mesmo da minha personalidade. (…) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano.” Cecília respirava poesia de uma forma leve, marcante, intimista e mais que isso, de uma maneira tão poética que até hoje sinto poesia quando se fala em Cecília. A sua maneira de mostrar o lado feminino de uma forma que homem nenhum é capaz de entender, a maneira que sonhava com navios, praia, mar, nuvens e apenas Cecília conseguia musicalizar todas essas sensações de maneira tão poética. Cecília levemente transformava suas poesias em canções de contentamento encantando a todos, e se descrevia como ninguém em cada verso, cada rima...

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9ª edição: BookCrossing Blogueiro

nov 05

9ª edição: BookCrossing Blogueiro

Nos dias 08 a 16 de Novembro teremos a 9ª edição do BookCrossing Blogueiro. Nesses dias de evento os livros ganham asas e são liberados de suas estantes. E é nesse viajar que os empoeirados livros encontram novos leitores para as suas histórias. Desapegar. Incentivar novas leituras. Presentear o desconhecido. Viajar em letras. Essas são sensações que só quem participa do BookCrossing Blogueiro conhece. A magia da blogagem está em espalhar letras e sonhos pelo mundo… Participar do BookCrossing é muito mais que abandonar um livro no banco da praça. “Esquecer um livro” é levar alegria em pequenos gestos! É ser aprendiz dos detalhes do viver… O BookCrossing Blogueiro foi inspirado no BookCrossing – um movimento que acontece fora do mundo virtual – e nada mais é do que o ato de “libertar” um livro com a finalidade de difundir o hábito da leitura. E nós que adoramos ler, sabemos que um livro fechado na estante tem o mesmo valor de páginas em branco. Para valer, ele precisa ser usado e apreciado! Vamos compartilhar esse livro que você já leu e que não pretende reler? Divulgação: Evento Facebook Foi participando dessa blogagem que eu descobri meu amor pela liberdade dos livros. E por gostar de fazer parte desse evento maravilhoso, que convido os seguidores e leitores do blog Entre Marés para colaborar com o BookCrossing Blogueiro. Gostou? Quer participar? Anote as dicas: 08 a 16 de Novembro BookCrossing Blogueiro Para os blogueiros:  1. Confirme sua participação na página do evento no Facebook (link) 2. Faça um post divulgando o BookCrossing Blogueiro. 3. Escolha um dia e um lugar para esquecer o livro. Escreva um bilhete avisando que aquele exemplar não está perdido, e convidando quem o encontrou a ler e depois libertá-lo novamente. 4. Faça uma postagem em seu blog contando qual livro libertou e, se quiser aprofundar na participação, faça uma resenha ou conte o que achou do livro. Para quem não tem blog: 1. Confirme sua participação na página do evento no Facebook (link) 2. Escolha um e um lugar para esquecer o livro.  Escreva um bilhete avisando que aquele exemplar não está perdido, e convidando quem o encontrou a ler e depois libertá-lo novamente. 3. Divulgue o livro perdido nas redes...

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Nossas Marés recebe: Ive M. Soares

out 31

Nossas Marés recebe: Ive M. Soares

Sexta-feira: dia de receber visitas. Dia de dançar versos e brincar de asas. Dia de Nossas Marés!! E tenho a alegria de apresentar para todos os leitores e poet’amigos a escritora Ive M. Soares. Seja muito bem-vinda! Dance versos, brinque poesia e viva letras!! Navegue Entre Marés!!! Dança da noite Dança do dia que se acaba Dança o tempo lá fora Braços se erguem Erguem-se em vôo Estrela brilhante Vestida de vermelho Alegria contagiante. Ah! Traz a noite Tempo efêmero Passa… Rodopia faz vento Que dança em dança Em cada passo O tempo avança Ergue-se Como em oração. É a noite de outro dia. Poesia de Ive M. Soares ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Nada mais dizer Ei! Parece que já escrevi tudo Há sensação de vazio Nada mais a dizer. Uma explosão E delírios da alma. Significado nenhum. Momento de nada Dentro sem estar Fora… Fora do ar. A noite vem chegando Sei… Ouvi o vento A lua canta e brilha O sol Deitou-se no poente Daqui. E o vazio em mim Nada mais dizer. Poema de Ive M. Soares   Sobre Ive M. Soares Ive é educadora e apreciadora de versos. Gosta de brincar com as palavras escondidas entre as músicas que escuta e os livros que lê e as imagens que fotografa. É poeta, arrumadora de versos e sabe apenas que viver é sempre um motivo a mais para plantar flores e...

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Convidada: Juliana Bertolino

out 24

Convidada: Juliana Bertolino

Hoje quem tece saudades por aqui é a Juliana Bertolino.  “Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida”. Clarice Lispector LISPECTOR, C. De amor e amizade : crônicas para jovens . VASQUEZ , Pedro Karp (org.) . Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores.2010 .   Saudade E a saudade, o que eu faço? Desfaço-me ou dou um nó? E o abraço, como que sinto? Calo-me ou vou pra um recinto? E os beijos, como não lembrar? Guardo na memória ou volto a te procurar? E a vontade de você, que sempre me invade? Guardo na gaveta ou dou para o primeiro que passar? E nós? Nós estamos sós, por escolha do destino ou de todos esses “nós”? Juliana Bertolino Juliana Bertolino, por Juliana: Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça. Digo o que penso, com esperança. Penso no que faço, com fé. Faço o que devo fazer, com amor. Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende! Atualmente ela escreve para o grupo Sentimentos a Flor da Pele – Poesias (Grupo do Facebook) Quer saber quem são os autores que já navegaram por Nossas Marés? – clique no...

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