“Nas mãos das crianças o mundo vira um conto de fadas, porque na inocência do sorriso infantil, tudo é possível, menos a maldade. Crianças são anjos, são pedaços de Deus que caíram do céu para nos trazer a luz viva que há de fazer ressuscitar a verdade que
Autor: Suzana Martins
Os seus olhos se dividiam entre uma pilha de livros e algumas pesquisas no computador. A sua vida esses últimos dias resumia-se: entre as horas que passava na faculdade e os minutos que conseguia pararem casa. Victóriasentia-se prisioneira em seu próprio tempo, presa em regras que a ela fora
Que o meu tempo seja longo, que as minhas vontades sejam realizadas, que o amanhã não seja duvidoso, que o amor seja eterno e que o eterno seja sempre e sempre. Que o meu amanhã seja agora, que o breve seja longo, que a dúvida seja certeza, que a verdade
Eu queria poder chorar e derramar rios de lágrimas, queria entender o porquê de muitas coisas, desvendar certos mistérios que rondam pela minha vida… Pelo menos por um dia eu queria ser EU MESMA, queria fazer o que me der vontade, queria poder passar o dia na praia tocando violãoe
Ao chegar em casa, Victória jogou-se na cama e não sentia vontade de levantar, o seu corpo estava dormente, o cansaço era visível. O que Vick carregava em seu olhar não era tristeza, era apenas cansaço. Tudo o que queria era poder dormir e acordar leve, sem preocupações, sem horários…
Rabiscos, palavras sem sentido, momentos vividos, sonhos esquecidos, amores perdidos… Tudo isso não faz sentindo, então por que eu escrevo? Para que escrevo? Ou mesmo, para quem escrevo? Será que as palavras rabiscadas saem apenas por que eu não consigo ficar quieta? Ou então (talvez) porque os pensamentos se confundem


