Rio de Janeiro, Verão de 2005 – Nuvens Pesadas de chuva. As nuvens de chuva pesam por aqui. O dia está escuro em plena tarde de verão; há nuvens por todos os lados, até do lado de dentro da minha alma… Nuvens negras que chegam do alto mar e cercam
Autor: Suzana Martins
Último raio de sol / primeiro da lua / outono nascendo… (Alice Ruiz) Já é outono na minha rua… Na ponta dos dedos, trago a erosão dos versos que se arrastam com o vento, trazendo até mim fotografias e trechos de um outono sentimental. Folhas caídas que enfeitam as ruas
Sonhadora que sou, estou além, mas não vou à frente de todas as palavras que se modificam na ponta dos verbos. Cansada de tantas figuras repetidas, transfiguro a realidade em minha cabeça, crio minhas próprias ilusões, invento modelos e imagino a realidade do jeito que eu queria que ela fosse.
No meio de todas as palavras sempre há um caminho onde versos buscam a fonte poética de todas as vozes. Benditas Palavras Bem Ditas, que foram lidas no meio desse vasto caminho de letras, leitores, poetas e apreciadores de versos escritos em sentimentos sonoros. Palavras que pulsam no peito de
Quero escrever no avesso da folha a palavra incorreta, o verso derramado o sentir errado sem ter medo do que é revelado. Quero revirar-me ao avesso, sem verso ou reverso no inverso do meu universo em mim. Quero dizer o som mudo, o poema calado, o pulsar que ficou guardado
Sinto o cheiro da chuva nas manhãs em que o mar e o sol me acordam. Num pequeno vilarejo o verão ainda anuncia suas tempestades bordando nuvens na linha do horizonte. Enquanto isso, eu leio os avisos de Outono deixados na soleira da porta, junto com ao jornal, trazido pelas



